Wilfred entrevista Leo

O QUE TE LEVOU A TOPAR DIRIGIR O DOCUMENTÁRIO?

Bom, primeiro a amizade que eu tenho com você. Nós nos conhecemos desde a infância e começamos a escutar rock juntos. Digo isso porque você já tinha uma ideia muito clara do filme que queria fazer como roteirista. Mas a nossa amizade e a minha paixão pelo rock falou mais alto. Então eu topei. Na verdade, eu queria dirigir esse filme desde que eu fiquei sabendo que ele seria realizado. Quando fui convidado fiquei muito feliz.

 

QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS DIFICULDADES DA PRODUÇÃO DE UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A MÚSICA FEITA EM PERNAMBUCO?

Foram todas relativas a orçamento. Toda a equipe teve que se desdobrar e acumular funções para que o filme fosse realizado. Apesar da grana curta, o clima no set sempre foi alto astral. A minha relação com você, que escreveu o roteiro e que, de fato, foi o grande responsável pela realização desse filme, foi sempre muito boa. Então esse clima de respeito mútuo sempre nos guiou.

O QUE MAIS CHAMOU A SUA ATENÇÃO DURANTE AS FILMAGENS?

Sem dúvida alguma, a grande paixão que essa tribo do metal tem pela música pesada, pela música extrema.  Mesmo com o passar dos anos, a maioria mantém-se firmes nos seus ideais, na sua filosofia de vida, no seu comportamento diante da sociedade. Parece uma grande tribo de adolescentes barbados, no melhor sentido da expressão. Kkkkkkkkkkk Essa tribo não só curte som pesado. Eles têm uma identidade de comportamento muito forte e eles levam à frente isso. Eu sinto que muitos tentam passar essa filosofia de vida para os seus filhos.

O QUE VOCÊ DESTACARIA NO FILME?

Eu realmente estou muito feliz com o resultado final. Eu acho que, mais do que contar a história da cena metal no Estado, a gente consegue discutir questões comportamentais e ideológicas importantes. Além disso, acho que a gente também consegue discutir e apontar para o futuro da música pesada aqui no Estado. Digamos que a gente achou a ponta do barbante que vai se desenrolar nos próximos anos na música extrema pernambucana.

SE VOCÊ TIVESSE QUE SUGERIR UMA BANDA PERNAMBUCANA A UMA PESSOA DE FORA DE PERNBMAUCO, QUAL SERIA?

Essa é a pergunta mais difícil de se responder certamente. Nós temos excelentes bandas. Indicar somente uma seria uma puta injustiça. Então eu vou me dar o direito de indicar pelo menos três. Eu escolhi uma de cada momento da música pesada aqui no estado: Fire Worshipers, Realidade Encoberta e Cangaço.

PERNAMBUCO É UM ESTADO QUE SE DESTACA NO CENÁRIO BRASILEIRO POR TER UMA ENORME DIVERSIDADE MUSICAL, INCLUINDO EXPRESSÕES TRADICIONAIS E MODERNAS. ONDE O METAL SE ENCAIXA NESSA CENA? EXISTEM ELEMENTOS PARA JUSTIFICAR UM FILME SOBRE A MÚSICA PESADA EM PERNAMBUCO E PONTOS QUE DEFINAM ALGUMA CARACTERÍSTICA REGIONAL PARA OS GRUPOS?

Na minha opinião, a cultura metal em Pernambuco surge com um certo delay, porque na época em que despontou mundialmente as informações demoravam muito a chegar por aqui. Mas os que foram “tocados” pelo metal entraram de cabeça na onda e resistiram bravamente às tradições culturais impostas pela convivência com a música popular pernambucana durante o passar dos anos. O metal se encaixa onde sempre esteve, desde o início, no underground. Nunca foi uma cena pop, sempre alternativa. A cena merece sim um filme porque é muito consistente, muito expressiva. Só o fato dos músicos conviverem desde a infância com as tradições musicais populares já os difere de outros músicos de outros lugares. Recentemente a nova geração está encarando a mistura com ritmos tradicionais positiva e isso tem diferenciado ainda mais o metal pernambucano do resto do mundo.

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